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Gravação e produção de CD Musical

 

Depois de termos planeado toda a pré-produção, chega o tão esperado dia em que se iniciam de facto as gravações.

As etapas de produção em Estúdio são: Gravação, mistura e masterização.

Para o bom começo de uma produção, devem ser tomadas algumas medidas: escolha uma das músicas de um bom CD, que sirva como referência sonora para o seu trabalho, ouça atentamente na sala de técnica do estúdio, junto com o Técnico de gravação. Nessa reunião inicial é muito importante perceber auditivamente os graves, médios e agudos nas colunas do Estúdio e no local (Régie) pois será o seu principal local de trabalho.

Além disso, é essencial definir as formas, os cronogramas e a sonoridade que se pretende atingir. 
Essas definições são fundamentais pois os profissionais dos Estúdios estão acostumados a gravar vários estilos, desde o erudito até ao heavy metal: portanto é preciso estabelecer muito bem os objectivos para que o produtor, artista e Técnico falem a mesma linguagem.

 

No final de cada sessão de gravação pode pedir uma cópia em CD, MD ou cassete das músicas gravadas para ouvir em casa, no carro ou em outro lugar, de modo a ir tirando as com conclusões necessárias sobre a produção.

Cada produção é um caso à parte e pode ser feita de várias formas. Não existe regra, mas há alguns conceitos básicos que devem ser sempre seguidos.

Tanto o técnico como o produtor precisam de estar muito atentos com a qualidade do som, isto é a captação dos instrumentos, seja em linha (plug) ou em microfone.

Deve observar não somente se o som está bom, mas também o equilíbrio da sonoridade. Por exemplo, numa gravação de viola se o músico estiver a usar a tessitura inteira (todas as notas do instrumento), o ideal é que todas as notas estejam equilibradas, mas se for um solo em que se usam mais as notas agudas, a importância deve recair sobre essa região (ocorre o mesmo para todos os instrumentos).

O instrumento deve estar sempre afinado, para isso existem afinadores electrónicos que precisam estar sempre à disposição para conferir quando for necessário. Para os Instrumentos de afinação fixa, como o vibrafone, acordeão a marimba, etc é importante saber qual é a afinação usada( 440, 441, 442).

Durante a produção e principalmente no início toda a atenção tem que estar virada para a execução rítmica dos instrumentos.

Na maioria dos casos, o metrónomo resolve o problema, mas de nada adianta utilizá-lo se não o respeitarmos, principalmente nas secções rítmicas (bateria e percussão). A base rítmica deve ser sincronizada com o clique do metrónomo.

Para verificarmos a sincronia rítmica e do clique do metrónomo, depois da gravação ouvirmos o clique e o instrumento rítmico bem alto, deixamos a voz, a viola e outros, com o volume mais baixo.

O compositor é responsável pela “cara” da música, isto é como vão ser tocados os instrumentos, é imprescindível a boa comunicação para que o Técnico, Músico, Produtor e o Compositor trabalhem juntos visando um só objectivo.

É preciso que o Músico entenda a ideia do Compositor e do Produtor, assim acrescentará o seu talento ao arranjo. Quando isto acontece, o resultado é sempre bom.

A conduta da produção desde a pré – produção até à masterização, influência quase sempre o produto final, tanto no aspecto técnico como no artístico. É por estes motivos que as decisões e todas as questões são resolvidas pelo produtor em cada etapa da gravação. Existe ainda o lado humano, na produção musical o sentimento é muito importante, o que requer que o Produtor tenha participação activa. Por exemplo, às vezes não se consegue um bom take (gravação pista de música), neste caso um curto intervalo pode ajudar, o trabalho de estúdio é muito cansativo e exige muita concentração.

O Produtor deve controlar os aspectos técnicos, artísticos e humanos em todas as sessões do trabalho, além disso muitas das vezes terá que tomar decisões polémicas com objectividade.

Depois destas etapas, vem a mistura e a masterização, que são trabalhos mais técnicos; no entanto em nenhum momento se pode deixar de prevalecer a música, a interpretação e tudo que foi feito artisticamente.

Como o próprio nome diz é misturar, juntar todos os instrumentos e vozes ao mesmo tempo. Na gravação são usados vários canais: do canal 1 ao 16 do 16 ao 32 etc.

Em mistura estéreo, que é a mais utilizada para a gravação de CD, todos os instrumentos devem actuar no máximo em dois canais (estéreo). Quando falamos em estéreo é preciso pensar numa imagem estéreo, o que é isto?

Sentados de frente a duas colunas acústicas, temos o lado esquerdo, o direito, o centro e também todos os pontos entre o esquerdo e o direito. Existe também a profundidade, ou seja, o som de um determinado instrumento pode estar na frente ou atrás. Como experiência ouve um CD bem ao meio das colunas acústicas e tenta observar de olhos fechados todos esses pontos e repara todas as sensações que uma boa mistura oferece.

Os principais parâmetros são: Pan, Volume, Equalização, Efeitos, Ouvido Tempo.

Define em que lado são colocados os instrumentos.

Na mistura é importante Ter um pan balanceado. Não deve “pesar” em nenhum dos lados e assim, em geral, os graves ficam ao centro ou próximo do centro.

Quando há dois instrumentos harmónicos a tocarem a mesma harmonia é prudente inverter o pan de ambos. Por exemplo, a primeira guitarra um pouco para a esquerda e a segunda guitarra um pouco para a direita.

O nível do volume é muito importante. Normalmente a voz fica na frente e os instrumentos ficam noutro plano.

Para iniciar bem uma mistura, deve-se começar com um instrumento que faça a base da música , bateria, percussão o piano ou a viola em certos casos e ir aumentando cuidadosamente. Cada mistura é diferente é diferente da outra.

É onde se timbram os instrumentos deixando-os mais graves, agudos ou médios. Muitas vezes, na mistura o mais importante é o instrumento soar bem junto de outros, portanto , sempre ouve os instrumentos juntos para tirares uma conclusão durante a mistura.

São os efeitos que provocam a sensação de profundidade na mistura. Reverb, Chorus, Flange e Delay são normalmente os mais usados, mais há milhares deles.

Este é o principal instrumento a ser usado, pois é dele que tiramos todas as sensações. Procurem sempre esquecer a parte técnica, no acto das audições é preciso que a música soe bem e que ouçam todos os instrumentos. Caso isto não aconteça, parem algum tempo para descansar e recomecem num outro dia. Provavelmente essa música já soará de forma diferente, analisem sempre tudo ao pormenor.

Para uma boa mistura o tempo é fundamental, requerendo pelo menos duas horas por música( tema); menos que isso, só em raras excepções. Em alguns casos, o tempo pode chegar a oito horas ou até mais.

Depois de feita a mistura das músicas é prudente gravar um CD e levá-lo para ouvir com cuidado todas as músicas, aproveita escolhe a ordem dos temas e certifica de que não há mais nada a fazer. Caso haja algo a fazer, não desesperes é normal faz parte do processo. O importante antes de masterizar é ter a certeza de que não há mais alterações nas misturas dos temas.

A masterização é o processo mais técnico da produção. Nessa etapa é que se colocam as músicas na ordem, verifica-se o espaço entre elas, ajustam-se os fades de entrada e saída e o mais importante é o som, tem que haver comparação com a fonte original ( DAT, CD, etc.) com a masterização o som das músicas não podem piorar, mas sim melhorar.

Para que o volume do CD seja bom é necessário utilizar compressores e equalizadores para chegar ao resultado sonoro ideal; mas é preciso ter muito cuidado para não alterar a dinâmica da música.

Depois de concluída esta etapa escutem todos uma vez o CD masterizado, que vai ser enviado para a fábrica para terem a certeza absoluta que o produto está finalizado.

Masterização

  • É preciso estabelecer muito bem os objectivos para que o produtor, artista e Técnico falem a mesma linguagem.

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