Muita gente procura consultar sobre os caminhos que levam ao final feliz de uma produção independente. São perguntas sobre estúdio, editoras, distribuição, etc. Eu procuro esclarecer na medida da minha experiência.
Reunindo as dúvidas mais frequentes, preparei dez dicas (poderiam ser vinte ou trinta) para ajudar quem se aventura a gravar o seu próprio trabalho.
Para gastar o mínimo e ter o máximo de resultado é muito importante ter em mente o estilo do disco que se vai fazer. Um planeamento detalhado evita por exemplo que se grave algo que depois será dispensado ou que tenha que se refazer uma base porque ficou fora do clima. O que não adianta também é delirar. Começar por gastar muito e ficar a meio do caminho. O melhor disco é aquele que se consegue fazer até ao fim.
Principalmente quando as pessoas envolvidas no projecto não têm experiência em estúdio, é melhor contratar um produtor mesmo que seja apenas para fazer a direcção da gravação. Pode parecer estranho mas tendo-se um director de estúdio gasta-se menos tempo e ganha-se na qualidade.
É um dos pontos que às vezes o pessoal mais novo falha, principalmente os que não são compositores. Um disco independente deve ter os direitos dos Autores legalizados.
Existe uma falsa impressão de que como existem muitos estúdios hoje em dia, as opções para gravar bem também aumentaram. Não é bem assim. A maior parte dos estúdios baratinhos não têm condições de trabalho e só servem para uma gravação que não envolva nada ou quase nada de som acústico. Faltam microfones de qualidade, pré-amplificadores e muitas vezes é usado um sistema de gravação não profissional. Para quem vai fazer um disco acústico é fundamental que o estúdio tenha uma sala de gravação com acústica razoável. Isso vai fazer o trabalho andar mais rápido. Tente, mandar antecipadamente o plano de gravação para poupar tempo de organização no estúdio, enfim faça o seu investimento valer em qualidade.
Se tem hipótese de ensaiar na presença do director do estúdio será óptimo. A partir do ensaio ele fará um plano eficaz para a gravação. Em caso contrário procure chamar gente experiente com gravações no estilo.
Tente resolver o máximo das questões de timbre na hora em que está a gravar.
Ouça a sua mistura em casa muitas vezes e noutros lugares que esteja acostumado a ouvir música. A média dos resultados pode ajudar a decidir a mistura.
Normalmente quando chega esta etapa o dinheiro já acabou ou está escasso. Isso ajuda a explicar a grande quantidade de capas medonhas dos discos independentes. Não adianta caprichar no som e fazer uma capa horrível. Chame um designer gráfico, faça fotos com um profissional. O investimento vale a pena.
Existem basicamente três opções para um CD independente. Se tem um universo menor de alcance, a venda directa é a melhor opção.
Vocês já devem ter reparado que um disco lançado com uma boa promoção de mercado, coloca realmente o artista no mercado.
Desenvolvido por: Carlos Videira


